Produção de energia solar: o futuro da energia no Brasil

8 de dezembro de 2025

A produção de energia solar é uma das maiores revoluções energéticas da atualidade, colocando o Brasil entre os protagonistas mundiais na transição para fontes renováveis.

Hoje, somos o 6º maior produtor de energia solar do planeta, e essa posição não é obra do acaso: é reflexo da abundância de radiação solar no território nacional e da crescente busca por eficiência, economia e sustentabilidade.

O que é produção de energia solar?

A produção de energia solar consiste em transformar a radiação do sol em eletricidade ou calor utilizável. Essa conversão acontece de diferentes formas, sendo a mais conhecida o sistema fotovoltaico, que gera eletricidade a partir da luz solar.

Há também a energia solar térmica, utilizada principalmente no aquecimento de água, e a heliotérmica, que concentra calor para mover turbinas e produzir energia em grande escala.

Essa diversidade tecnológica explica por que a energia solar é considerada uma das fontes mais versáteis, limpas e promissoras do mundo. E no Brasil, país com um dos maiores índices de irradiação global, o potencial ainda está longe de ser totalmente explorado.

Como funciona a produção de energia solar?

A base do funcionamento está no efeito fotovoltaico. O processo acontece em etapas claras e interdependentes:

  1. Captação da luz solar: painéis fotovoltaicos compostos por células de silício absorvem a radiação solar.
  2. Geração de corrente contínua (CC): a luz solar energiza elétrons que circulam nas células, gerando eletricidade.
  3. Conversão em corrente alternada (CA): inversores transformam a energia CC em CA, padrão utilizado em residências, empresas e indústrias.
  4. Distribuição da energia: a eletricidade gerada é consumida diretamente no local de instalação.
  5. Injeção do excedente na rede: quando a produção supera o consumo, o excedente é enviado à rede elétrica, gerando créditos para uso futuro conforme a regulação da ANEEL.

Esse modelo é especialmente eficiente em países tropicais, pois garante geração estável durante quase todo o ano.

Quais são os tipos de energia solar?

A energia solar pode se apresentar em diferentes formatos, cada um com aplicações específicas:

  • energia solar fotovoltaica: converte diretamente a radiação solar em eletricidade. É a forma mais difundida no Brasil;
  • energia solar térmica: utiliza coletores solares para aquecer água ou outros fluidos. Comum em residências, hotéis e indústrias;
  • energia solar heliotérmica (ou termosolar): concentra radiação solar por meio de espelhos e a utiliza para aquecer fluidos que movimentam turbinas, gerando energia em larga escala.

Qual é a diferença entre energia solar e energia fotovoltaica?

A energia solar é o termo amplo que engloba qualquer forma de aproveitamento da radiação do sol, seja para calor ou eletricidade. Já a energia fotovoltaica é uma modalidade específica da energia solar, voltada exclusivamente para a geração elétrica por meio de células fotovoltaicas.

Enquanto a energia solar térmica aquece fluidos, a fotovoltaica transforma fótons em corrente elétrica. Ambas são importantes para uma matriz energética diversificada.

Quais são as vantagens da produção de energia solar?

A energia solar acumula vantagens significativas em comparação às fontes convencionais:

  • fonte limpa, renovável e abundante;
  • redução de até 95% nos custos de energia elétrica;
  • valorização de imóveis e ativos energéticos;
  • independência energética em áreas remotas;
  • vida útil superior a 25 anos com baixa manutenção;
  • contribuição direta para metas ESG e redução de emissões de carbono.

No cenário corporativo, esses benefícios se traduzem em economia recorrente, previsibilidade de custos e fortalecimento da imagem sustentável.

Quais são as desvantagens da produção de energia solar?

Apesar de suas inúmeras vantagens, a energia solar também apresenta desafios que não podem ser ignorados:

  • investimento inicial elevado, especialmente em grandes projetos;
  • dependência climática, com menor geração em dias nublados ou períodos chuvosos;
  • intermitência noturna, exigindo integração à rede elétrica ou uso de baterias;
  • necessidade de espaço físico para a instalação de painéis;
  • impacto ambiental da fabricação e descarte de módulos fotovoltaicos.

Esses pontos reforçam a importância de sistemas de gestão e monitoramento eficientes para maximizar a performance e reduzir riscos.

Produção de energia solar no Brasil: números e potencial

O Brasil ocupa posição de destaque mundial. Segundo dados recentes, o país já ultrapassou 55 GW de potência instalada, consolidando-se como a segunda maior fonte da matriz elétrica nacional, atrás apenas da hídrica.

As regiões Nordeste e Sudeste lideram a expansão, impulsionadas por altos índices de irradiação solar e políticas de incentivo. Além disso, a redução contínua nos custos dos equipamentos tem ampliado o acesso a empresas e consumidores finais.

No entanto, ainda há barreiras importantes: burocracia regulatória, limitações de financiamento e falta de padronização tecnológica em alguns segmentos. Resolver esses entraves será determinante para que o Brasil alcance todo o seu potencial solar.

Vale a pena investir em energia solar em 2026?

Sim. O investimento em energia solar continua sendo estratégico tanto para empresas quanto para consumidores. O retorno financeiro, a previsibilidade de custos e o impacto positivo na imagem institucional tornam a decisão cada vez mais evidente.

Mas o diferencial não está apenas em instalar painéis. Está em como gerir essa produção. Empresas que não investem em monitoramento e automação correm riscos de perda de eficiência, custos ocultos e falhas operacionais.

Desafios na produção de energia solar e como superá-los

Os principais desafios para quem investe em energia solar hoje incluem:

  • falhas na gestão da produção e indisponibilidade de dados confiáveis;
  • dificuldade para monitorar e otimizar a geração em tempo real;
  • custos operacionais elevados devido à falta de automação;
  • dependência de visitas técnicas frequentes para diagnóstico e manutenção.

É nesse ponto que a tecnologia se torna aliada estratégica. A ATI, com quase quatro décadas de expertise, oferece soluções que respondem diretamente a esses obstáculos.

Como a ATI aprimora a gestão da produção de energia solar

A ATI desenvolve sistemas e equipamentos que conduz a eficiência das usinas solares e reduzem riscos operacionais:

  • SGD (Supervisório de Geração Distribuída): sistema SCADA em nuvem que integra equipamentos de diferentes fabricantes em uma única plataforma, com automação local, comandos remotos, relatórios de KPIs e dashboards interativos.
  • Gateway Modbus (GWMDB32): coleta e traduz dados de inversores e medidores, permitindo comunicação eficiente e centralizada.
  • MEDBOX: unidade concentradora de dados para medição tarifária remota, totalizando consumo e injeção de energia.
  • UTRs e nUCD2387: automatizam a coleta de dados e garantem integração com protocolos industriais.

Essas soluções permitem que gestores tenham visibilidade em tempo real, reduzam custos de manutenção, antecipem falhas e ampliem a rentabilidade da operação.

FAQ – Perguntas frequentes sobre produção de energia solar

A energia solar funciona em dias nublados?

Sim. A produção é reduzida, mas os painéis continuam captando radiação difusa e gerando eletricidade.

É preciso usar baterias para armazenar energia?

Não necessariamente. A maioria dos sistemas brasileiros é conectada à rede (on-grid), o que dispensa o uso de baterias, ainda caras.

O Brasil pode se tornar líder mundial em energia solar?

Sim. Com potencial de irradiação único, queda nos custos e inovação tecnológica, o Brasil reúne condições para liderar a transição energética.

Produção de energia solar e o caminho para a gestão inteligente

A produção de energia solar é uma necessidade estratégica para empresas e países que buscam competitividade, economia e sustentabilidade. O Brasil já demonstra sua força nesse cenário, mas ainda enfrenta desafios que podem comprometer a performance.

Com as soluções da ATI, a produção se torna gestão inteligente de energia. Monitorar, controlar e automatizar é o que garante o verdadeiro retorno sobre o investimento em energia solar.

Leve essa inteligência para sua operação. Leia também nosso artigo sobre gestão de energia e entenda como traduzir dados em escolhas inteligentes para sua operação.